- Bem-estar
- junho 19, 2026
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Radioterapia pode ser alternativa curativa para casos de câncer de pele
Especialista da Rede Mater Dei explica quando o tratamento é indicado e reforça a importância do diagnóstico precoce

O encerramento das sessões de radioterapia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratamento de câncer de pele trouxe nova visibilidade a uma doença que, apesar de ser a mais frequente no Brasil, ainda é subestimada por grande parte da população. Especialistas alertam que, embora as taxas de cura sejam elevadas quando o diagnóstico é feito precocemente, alguns tumores podem evoluir e exigir abordagens terapêuticas mais complexas – entre elas, a radioterapia.
Segundo o radio-oncologista e coordenador do Serviço de Radioterapia da Rede Mater Dei, Gabriel Gil, a doença costuma apresentar evolução lenta e pode passar despercebida por longos períodos, especialmente quando surge em áreas menos visíveis do corpo.
“O câncer de pele é o mais comum entre homens e mulheres no Brasil. Na maior parte das vezes, quando identificado precocemente, o tratamento é simples e as chances de cura são muito elevadas. O problema acontece quando a lesão cresce, recidiva ou acomete regiões mais delicadas, como nariz, pálpebras, lábios, orelhas ou couro cabeludo”, explica.
Os tipos mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, conhecidos como cânceres de pele não melanoma. Em geral, apresentam comportamento menos agressivo do que o melanoma, que exige tratamento mais intensivo e acompanhamento rigoroso.
Embora a cirurgia seja o tratamento principal na maioria dos casos, a radioterapia desempenha papel fundamental em situações específicas. Dados compilados pelo Observatório de Oncologia mostram que entre 50% e 60% das pessoas diagnosticadas com câncer terão indicação para radioterapia em alguma fase do tratamento – seja para aumentar as chances de cura, reduzir o risco de recidiva ou controlar sintomas.
“A radioterapia não deve ser vista como uma segunda opção menos eficaz. Em pacientes selecionados, ela pode ser um tratamento curativo e extremamente importante, principalmente quando a cirurgia poderia causar grande impacto estético ou funcional, ou quando o paciente não tem condições clínicas para um procedimento cirúrgico”, afirma o médico.
Saiba como funciona o tratamento com radioterapia
A radioterapia utiliza radiações direcionadas para destruir células tumorais, preservando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor. No caso do câncer de pele, o tratamento é planejado para atingir principalmente as camadas superficiais.
“A maior parte dos tratamentos é realizada de forma ambulatorial, sem necessidade de internação. O paciente não fica radioativo e, em geral, apresenta boa tolerância. O número de sessões varia conforme o tamanho, a profundidade e a localização da lesão”, detalha o médico.