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- junho 24, 2026
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Carro movido a hidrogênio brasileiro é alternativa de mobilidade sustentável
Teste apresentado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas reforça potencial da tecnologia como alternativa para a mobilidade de baixa emissão de carbono

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apresentou uma alternativa para a mobilidade sustentável no País. Um carro percorreu 140 km com apenas um quilo de hidrogênio produzido pelo próprio instituto.
A demonstração ocorreu durante o Pulsar Expo IPT 2026, realizado entre os dias 22 e 24 de junho, no Parque de Inovação Tecnológica (Pit), em São José dos Campos (SP). O evento reuniu soluções voltadas à indústria, sustentabilidade e inovação.
O teste foi realizado com um Toyota Mirai, modelo equipado com tecnologia de célula a combustível, que converte hidrogênio em eletricidade para movimentar o veículo. Nesse sistema, uma bateria de menor porte é utilizada apenas para gerenciamento e recuperação de energia.
A tecnologia reduz a dependência de grandes bancos de baterias e minimiza desafios relacionados ao descarte desses componentes ao final da vida útil.
Segundo o diretor-presidente do IPT, Anderson Correia, o hidrogênio vem se consolidando como uma das principais alternativas para a descarbonização do transporte.
“O hidrogênio vem sendo apontado mundialmente como uma das principais alternativas para a descarbonização do transporte. Levar essa tecnologia para condições reais de uso é fundamental para ampliar a confiança do mercado e acelerar sua adoção”, afirma.
Para Correia, o resultado alcançado remete a outro momento importante da história da inovação brasileira.
“Há cerca de 50 anos, o motor a álcool desenvolvido pelo ITA e testado pelo IPT começava a chegar ao mercado e transformava a matriz energética do transporte brasileiro. Hoje, temos a oportunidade de contribuir novamente para uma transição energética, mostrando que o hidrogênio já é uma alternativa tecnicamente viável e segura para a mobilidade de baixa emissão de carbono”, destaca.
Antes do percurso, o veículo recebeu cerca de cinco quilogramas de hidrogênio produzido no IPT. Ao final da viagem entre São Paulo e São José dos Campos, apenas um quilograma havia sido consumido, resultado que evidenciou a eficiência energética do sistema.
Investimentos e próximos desafios
O projeto recebeu investimentos de R$ 20 milhões do Governo do Estado de São Paulo e integra uma estratégia voltada ao desenvolvimento de tecnologias para energia limpa, mobilidade sustentável e descarbonização industrial.
Além dos avanços já alcançados, os pesquisadores trabalham na otimização dos processos de produção e no desenvolvimento de soluções capazes de reduzir custos e ampliar a competitividade da tecnologia.
Segundo o diretor da Unidade de Negócios de Energia do IPT, João Cordeiro, o hidrogênio já pode ser considerado uma alternativa viável para a mobilidade sustentável.
“Estamos mostrando, na prática, que o hidrogênio não é uma tecnologia do futuro, mas uma solução disponível hoje. O desafio agora é ampliar a escala de produção, reduzir custos e criar as condições para que essa alternativa ganhe espaço na matriz energética e na mobilidade brasileira. O IPT atua para reduzir riscos tecnológicos, validar soluções e apoiar a chegada dessas inovações ao mercado com segurança e competitividade”, afirma.