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  • julho 2, 2026
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Eduardo Costa inicia novo capítulo da trajetória com pré-candidatura à ALMG

Eduardo Costa inicia novo capítulo da trajetória com pré-candidatura à ALMG

Com 50 anos na carreira, jornalista da Rádio Itatiaia diz que está na hora de buscar mudanças com instrumentos práticos

Eduardo Costa
Eduardo Costa garante que vai comprar briga quando o assunto for de interesse geral da população (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Perto de completar 70 anos de idade e 50 de jornalismo, Eduardo Costa fez valer sua teoria mais utilizada para justificar mudança de posicionamento em relação a determinado assunto.

 

“Eu não sou poste; mudo sempre que alguém me convence ou as circunstâncias exigem”, afirma o comunicador da Rádio Itatiaia.

 

Conhecido pela contundência na crítica aos equívocos dos políticos e repelindo durante décadas o assédio dos partidos, sob alegação de que se sentia realizado fazendo jornalismo – com foco em questões comunitárias, isto é, visando mais o interesse direto das pessoas que discussões sobre direita e esquerda – ele é pré-candidato a deputado estadual e tem uma explicação simples:

 

“Considero cumprida a minha missão, me orgulho da trajetória e do legado e acho que posso encerrar o ciclo dos debates, das cobranças e da indignação de quem não tem recursos práticos para mudar as coisas”.

 

Escolheu o União Brasil para se antecipar à polarização que só cresce no País e o incomoda há muito tempo.

 

“Houve um tempo em que viviam me perguntando se eu era tucano ou vermelho, coxinha ou pão com salame. Depois de 2014, a chatice da moda é o questionamento sobre direita e esquerda, Aécio ou Dilma, Bolsonaro ou Lula”, acentua.

 

E como tem resistência aos dois lados, é, muitas vezes, acusado nas redes sociais de ser “isentão”, ficar em cima do muro. Se chegar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, promete votar com Beatriz Cerqueira (PT) numa sessão, Bruno Engler (PL) na outra e qualquer parlamentar que tiver uma pauta considerada positiva, boa para as pessoas, independentemente de sua coloração partidária.

Em relação ao governador, qualquer que seja, posição de independência crítica, ou seja, se a iniciativa é de interesse geral, como a construção do Rodoanel da Grande Belo Horizonte, vai comprar a briga. De outro lado, se o Executivo se recusa a corrigir a inflação no salário dos professores e agentes de segurança, vai se juntar à oposição.

Eduardo começou a trabalhar aos 11 anos, como office-boy e ascensorista de hotel, aos 14 foi para o banco onde exerceu funções de contínuo, escriturário, caixa e procurador e, aos 20 começou no jornalismo. Na Itatiaia está há 41 anos.

Nunca parou de estudar. Depois do jornalismo, no Uni-BH, fez pós-graduação em Valores Humanos na Fundação Getúlio Vargas – com um MBA executivo na Ohio University, dos Estados Unidos; pós-graduação em Sustentabilidade e Responsabilidade Social na Fundação Dom Cabral e Mestrado em Ciências Sociais da PUC Minas quando estudou a natureza das interações sociais do Mercado Central de BH.

Continua fazendo cursos de extensão: no ano passado qualificou-se como conselheiro de empresas, através do Instituto Euvaldo Lodi, e estudou Filosofia para Viver, da Nova Acrópole.