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- julho 14, 2026
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Com demanda aquecida no semestre, mercado de seminovos avança em Minas Gerais
Estado comercializa mais de 1,1 milhão de veículos no período, enquanto Belo Horizonte registra crescimento de 5,9% nas negociações

O mercado de veículos seminovos e usados manteve o ritmo de crescimento em Minas Gerais no primeiro semestre de 2026, o que mostra demanda aquecida. Segundo dados da Associação dos Revendedores de Veículos no Estado de Minas Gerais (Assovemg), foram comercializadas 201.600 unidades em junho, elevando o acumulado do ano para 1.105.625 veículos. O volume representa crescimento de 7,8% em relação aos seis primeiros meses de 2025, quando foram negociadas 1.025.989 unidades.
Em Belo Horizonte, o setor também apresentou desempenho positivo. As revendas registraram 51.459 veículos comercializados em junho, com média de 2.573 negociações por dia útil. No acumulado de 2026, a capital contabiliza 280.325 unidades vendidas, alta de 5,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre os modelos mais negociados em Minas Gerais, o Volkswagen Gol permanece na liderança, com 10.231 unidades vendidas. O ranking é seguido pelo Fiat Palio, com 7.153 veículos, e pelo Fiat Uno, que alcançou 6.704 negociações.
Na capital mineira, o cenário é semelhante. O Volkswagen Gol liderou as vendas, com 1.790 unidades comercializadas, seguido pelo Fiat Palio (1.735) e pelo Fiat Uno (1.459).
Para o presidente da Assovemg, Glenio Junior, o resultado de junho confirma a trajetória positiva e demanda aquecida do setor ao longo deste ano.
“Ultrapassamos a marca de 9 milhões de veículos vendidos no Brasil. Esse resultado demonstra a força do mercado de seminovos e a confiança do consumidor”, afirma.
Segundo ele, mesmo diante dos desafios econômicos, as revendas conseguiram manter o desempenho ao adaptar estratégias comerciais e ampliar o atendimento às demandas dos clientes.
A Assovemg também atribui parte desse desempenho ao ambiente de maior estabilidade da economia brasileira. O mais recente Boletim Focus, do Banco Central, reduziu pela primeira vez em 16 semanas a projeção para a inflação oficial (IPCA) de 2026, que passou de 5,33% para 5,30%. Para 2027, a expectativa permanece em 4,18%, enquanto a projeção para 2028 é de 3,70%.
As estimativas para a atividade econômica também permanecem estáveis. O mercado financeiro manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,99% para 2026, enquanto a projeção para 2027 passou de 1,68% para 1,69%.
Já a taxa básica de juros (Selic) segue estimada em 14% ao final de 2026 e 12% em 2027, indicando expectativa de redução gradual dos juros nos próximos anos. A projeção para o dólar foi mantida em R$ 5,20, cenário que tende a ampliar a previsibilidade para consumidores, concessionárias e empresas do setor automotivo.