- Bem-estar
- julho 20, 2026
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Tempo seco e excesso de telas ampliam casos da Síndrome do Olho Seco no Brasil
Campanha Julho Turquesa reforça a importância do diagnóstico e dos cuidados para prevenir o agravamento da doença ocular

O avanço do uso de telas e as condições típicas do inverno brasileiro têm contribuído para o aumento dos casos da Síndrome do Olho Seco. No mês da campanha Julho Turquesa, especialistas reforçam a importância da conscientização sobre a doença, que já afeta milhões de brasileiros.
Segundo a Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco (APOS), cerca de 34% dos adultos no País apresentam algum grau de secura ocular ou sintomas relacionados à condição.
Entre os sinais mais comuns estão sensação de areia nos olhos, ardor, queimação, vermelhidão, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e visão embaçada.
Diversos fatores podem favorecer o desenvolvimento da síndrome, como alterações hormonais, menopausa, exposição a ambientes secos, mudanças climáticas e, principalmente, o uso prolongado de dispositivos eletrônicos.
Durante o inverno, a combinação entre temperaturas mais baixas e redução da umidade do ar tende a agravar o desconforto ocular. O cenário se soma ao aumento do tempo diante de computadores, celulares e televisores, hábito cada vez mais presente na rotina dos brasileiros.
Dados da Data Report apontam que o Brasil ocupa a segunda posição mundial entre os países com maior tempo de exposição a telas, atrás apenas da África do Sul.
A Síndrome do Olho Seco é uma das principais manifestações da fadiga ocular digital e pode afetar pessoas de diferentes idades. Em casos mais severos, os sintomas podem comprometer atividades do dia a dia, provocar irritação persistente, desconforto visual e até reduzir a qualidade da visão noturna.
Diagnóstico e tratamento ajudam a controlar os sintomas
O diagnóstico da doença avaliará as causas e a gravidade do quadro para indicar o tratamento mais adequado. Entre as alternativas mais utilizadas estão os colírios lubrificantes, que ajudam a manter a superfície ocular hidratada e a reduzir o desconforto.
Segundo o oftalmologista e preceptor do Departamento de Córnea do Instituto de Olhos Ciências Médicas de Minas Gerais (IOCM-MG), Dr. Leonardo Coelho Gontijo, o uso desses produtos deve ocorrer de forma orientada.
“Os colírios lubrificantes não devem ser utilizados de forma excessiva. Em geral, o uso em torno de três vezes ao dia costuma ser suficiente, sempre com preferência para formulações sem conservantes”, explica.
O especialista destaca que a identificação correta do tipo de Olho Seco e dos fatores associados ao seu desenvolvimento é fundamental para definir o tratamento mais eficaz, controlar os sintomas e preservar a saúde da superfície ocular.