- Casa e design
- agosto 17, 2026
- 5 minutos
Construtora mineira aumenta vendas, gera caixa e alcança maior banco de terrenos da história
Grupo Patrimar registra R$ 531 milhões de receita entre abril e junho, enquanto dívida líquida cai para R$ 285 milhões

Da Redação
O mercado imobiliário pode até exigir cautela, mas o Grupo Patrimar encerrou o segundo trimestre de 2026 com os números que apontam para uma estratégia de crescimento acompanhada de disciplina financeira. Entre abril e junho, a construtora e incorporadora mineira gerou R$ 117 milhões em caixa e alcançou R$ 531 milhões de receita líquida, alta de 19,8% sobre o mesmo período de 2025.
No primeiro semestre, a receita líquida da construtora mineira chegou a R$ 845 milhões, avanço de 10,5% na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. O resultado foi obtido em um cenário de juros elevados e maior seletividade dos consumidores, ao combinar desempenho comercial, entrega de empreendimentos e ações para melhorar a estrutura de capital.
“Os resultados do trimestre mostram a nossa capacidade de atuar com disciplina e visão de longo prazo, equilibrando crescimento, geração de caixa e fortalecimento da estrutura de capital”, afirma o CEO do Grupo Patrimar, Alex Veiga.
Segundo ele, a companhia entrou na etapa do ciclo marcada pela conclusão e entrega de empreendimentos e pela geração de caixa.
Entre abril e junho, o Grupo Patrimar realizou cinco lançamentos nos segmentos econômico, médio e alto padrão, distribuídos entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Um dos movimentos estratégicos foi a estreia da Novolar na capital paulista, ao ampliar a presença geográfica da companhia e abrir espaço para novos negócios. A marca também aumentou sua participação na receita do grupo, o que acompanhou a estratégia de diversificação do portfólio e de expansão gradual da habitação econômica.
Vídeo – conheça o Connect Square, lançamento da construtora mineira Patrimar no Rio:
As vendas líquidas cresceram 53% no trimestre em relação ao mesmo período de 2025. A monetização de estoque também contribuiu para o resultado, com a marca Patrimar que alcançou o maior índice de Venda Sobre Oferta (VSO) dos últimos cinco trimestres.
O ritmo comercial ganhou força ainda em julho. No mês, a companhia registrou R$ 219 milhões em vendas líquidas, impulsionadas principalmente pelo empreendimento Connect Square, no Centro do Rio de Janeiro.
A geração de caixa veio acompanhada de medidas para reduzir a alavancagem. A dívida líquida corporativa caiu para R$ 285 milhões, enquanto aproximadamente R$ 75 milhões em financiamentos à construção foram quitados no segundo trimestre.
Outro movimento relevante envolveu a venda de 192 unidades concluídas ou em fase final de conclusão ao FII Belvedere por R$ 250 milhões. Até 30 de junho, 70% do valor já havia sido recebido, com o restante previsto para o terceiro trimestre.
Geração de caixa e redução de alavancagem da construtora
Para o diretor executivo de Finanças e Relação com Investidores do grupo, Felipe Gonçalves, a combinação entre geração de caixa, redução da alavancagem e fortalecimento do patrimônio contribuiu para tornar o balanço mais sólido e ampliar a liquidez.
A companhia terminou o trimestre com R$ 17,2 bilhões em banco de terrenos, maior volume de sua história. No período, foram adquiridos cinco novos terrenos, principalmente em Minas Gerais, destinados ao segmento de alta renda.
Apesar da expansão da reserva de terrenos, a empresa afirma que mantém a disciplina na alocação de capital. Para o segundo semestre, a estratégia prevê crescimento seletivo, com foco na execução dos projetos lançados, venda de estoque e geração de caixa.
Com maior participação do Minha Casa Minha Vida no portfólio, o grupo estima aproximadamente R$ 1,5 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) a ser entregue até julho de 2027 e R$ 2 bilhões até o fim de 2027.
“Entramos no segundo semestre de 2026 preparados para aproveitar as oportunidades que o mercado oferece, mas sem perder de vista a disciplina financeira que temos construído”, afirma Veiga.