- Economia & Negócios
- agosto 20, 2026
- 5 minutos
Itaminas lança site e campanha “Mundo Sem Mineração”
Objetivo é ampliar o debate sobre a presença dos recursos minerais nas transformações da sociedade contemporânea

Da Redação
O setor mineral vive um desafio que vai além de produzir com mais tecnologia, segurança, eficiência e responsabilidade: precisa também se reconectar com a sociedade e recuperar, entre os próprios mineiros, o orgulho de falar sobre aquilo que fazem e de serem comunicadores da mineração.
Inteligência artificial, smartphones, carros elétricos, energia solar e eólicaI, equipamentos médicos, computadores, aviões, escolas e cidades cada vez mais conectadas. Nas últimas décadas, a tecnologia transformou profundamente a forma como as pessoas vivem, trabalham, aprendem, se comunicam e se locomovem. Mas existe algo em comum entre muitas dessas transformações: elas dependem de recursos minerais.
É a partir dessa reflexão que a Itaminas lança a campanha “Mundo Sem Mineração”, uma iniciativa que pretende estimular um novo olhar sobre a atividade mineral e ampliar o conhecimento da sociedade sobre sua presença no cotidiano. Mais do que explicar a mineração, a proposta é ajudar as pessoas a percebê-la: no celular que desperta pela manhã, no transporte que leva ao trabalho, nos equipamentos de um hospital, na estrutura de uma escola, na energia que chega às casas e nas tecnologias que estão construindo o futuro.
O ponto de partida da campanha é uma provocação simples: se o mundo mudou, a nossa percepção sobre a mineração também não deveria mudar? Como principal plataforma da iniciativa, o site mundosemmineracao.com.br propõe uma experiência interativa que convida o público a imaginar como seria a vida sem a presença da mineração. Ao longo da navegação, situações comuns do dia a dia ajudam a revelar uma atividade que muitas vezes não é percebida no produto final, embora suas matérias-primas estejam presentes em diferentes etapas de sua produção.
A iniciativa será acompanhada por uma campanha de comunicação em diferentes canais, com conteúdos para redes sociais, mídia exterior, rádio, ambientes corporativos e outros pontos de contato. Em vez de apresentar respostas prontas ou recorrer a uma linguagem excessivamente técnica, as peças partem de perguntas e situações cotidianas para despertar curiosidade e estimular a reflexão.
Para a Superintendente de Comunicação da Itaminas, Thais Silva, esse é justamente o conceito que sustenta o projeto.
“A mineração ainda é percebida, muitas vezes, como algo distante da vida das pessoas, quando acontece exatamente o contrário. Ela está no celular que usamos, na escola, no hospital, na energia, no transporte, na nossa casa e em grande parte das tecnologias que admiramos”, afirma.
Segundo Thais, a campanha carrega uma responsabilidade para quem faz parte do setor.
“Precisamos voltar a ter orgulho de contar essa história. Cada profissional da mineração pode ser um comunicador quando entende o impacto do seu trabalho e consegue conectá-lo à vida das pessoas. Não se trata de negar os desafios da atividade, mas de falar sobre eles com transparência e, ao mesmo tempo, mostrar a contribuição real da mineração para a sociedade. Queremos substituir distância por compreensão e desconhecimento por informação”, completa.
Vida cotidiana na campanha da Itaminas
A campanha estabelece conexões entre mineração e temas que estão no centro das discussões sobre o desenvolvimento contemporâneo. Um smartphone, por exemplo, reúne diferentes materiais de origem mineral em seus componentes e depende de uma infraestrutura física de servidores, redes, cabos e energia para funcionar.
O mesmo raciocínio está presente na transição energética. Aerogeradores, painéis solares, redes de transmissão, sistemas de armazenamento e veículos elétricos demandam diferentes matérias-primas minerais para serem produzidos. Na medicina, recursos minerais estão presentes em equipamentos de diagnóstico, instrumentos cirúrgicos, próteses, implantes e na própria infraestrutura hospitalar. Na mobilidade, fazem parte de automóveis, trens, aviões e embarcações, além de pontes, pistas, ferrovias, terminais e outras estruturas necessárias para conectar pessoas e territórios.
A proposta é mostrar que, mesmo em um mundo cada vez mais digital, tecnológico e orientado para uma economia de baixo carbono, existe uma dimensão física indispensável a essas transformações. O futuro pode estar em uma tela, em uma bateria ou em uma turbina eólica, mas começa com matérias-primas retiradas da natureza e transformadas pelo conhecimento humano.