Indústria gráfica projeta alta de 25% com eleições em Minas, aponta Fiemg

Indústria gráfica projeta alta de 25% com eleições em Minas, aponta Fiemg

Demanda por materiais de campanha impulsiona produção, enquanto digitalização amplia necessidade de profissionais qualificados

Profissional opera equipamento de impressão na indústria gráfica, setor que projeta crescimento de até 25% durante o período eleitoral em Minas Gerais
As eleições impulsionam o setor gráfico em Minas Gerais (Foto: Freepik/Magnific)

 

Da Redação

O período eleitoral deve impulsionar em até 25% o faturamento da indústria gráfica em Minas Gerais, segundo estimativa do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Minas Gerais, filiado à Fiemg. Apesar do crescimento, a projeção está abaixo do registrado em eleições anteriores e reflete uma mudança no perfil das campanhas, com maior presença das redes sociais e de outras ferramentas digitais na comunicação com os eleitores.

Tradicionalmente, as eleições representam um período de aumento da produção para as gráficas. Em pleitos anteriores, o incremento no faturamento do setor chegou a ficar entre 35% e 40%. Neste ano, a estimativa varia entre 20% e 25%.

Santinhos, colinhas eleitorais e folhetos continuam entre os materiais mais procurados. Os wind banners também ganharam espaço e, segundo o sindicato, registraram demanda recorde neste ciclo eleitoral.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Minas Gerais, Betinho da Silva Lara, as eleições continuam aquecendo a atividade, embora o avanço das campanhas digitais tenha alterado a participação dos materiais impressos.

 

“Historicamente, o período eleitoral aumenta a demanda da indústria gráfica, mas, neste ano, o volume de impressos está abaixo do observado em outros pleitos. O crescimento das redes sociais tem influência nesse cenário. Mesmo assim, estimamos um incremento entre 20% e 25% no faturamento do setor, com destaque para materiais tradicionais, como santinhos, colinhas e folhetos, além do crescimento dos wind banners”, afirmou Lara.

 

 

Em um eventual segundo turno, a expectativa do sindicato é de redução da produção em comparação com a primeira etapa da eleição. A movimentação também alcança o mercado de trabalho. De acordo com o sindicato, o setor gráfico estima crescimento de aproximadamente 10% na geração de empregos durante o período eleitoral.

Ao mesmo tempo em que as eleições provocam um aumento pontual da produção, outra transformação ocorre de maneira contínua na indústria gráfica: a incorporação de novas tecnologias aos processos produtivos.

Impressão digital, automação, softwares especializados e novos equipamentos vêm alterando a rotina das empresas e ampliando as competências exigidas dos trabalhadores.

Nesse cenário, a qualificação profissional passa a acompanhar não apenas as demandas tradicionais da produção gráfica, mas também a evolução tecnológica do setor.

Em Belo Horizonte, o Senai Horto mantém formações direcionadas a diferentes etapas dessa cadeia produtiva. A unidade oferece cursos técnicos em áreas como Design Gráfico, Processos Gráficos e Comunicação Visual.

 

“A indústria gráfica mudou muito nos últimos anos com o avanço da impressão digital, da automação, dos novos equipamentos e do uso de softwares. Hoje, o profissional precisa ter uma formação mais ampla, que envolva preparação de arquivos, ferramentas gráficas, qualidade, acabamento e novos recursos tecnológicos”, destacou o gerente da Unidade Sesi Senai Horto, Dalison Lage.