- Economia & Negócios
- outubro 2, 2026
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Indústria gráfica projeta alta de 25% com eleições em Minas, aponta Fiemg
Demanda por materiais de campanha impulsiona produção, enquanto digitalização amplia necessidade de profissionais qualificados

Da Redação
O período eleitoral deve impulsionar em até 25% o faturamento da indústria gráfica em Minas Gerais, segundo estimativa do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Minas Gerais, filiado à Fiemg. Apesar do crescimento, a projeção está abaixo do registrado em eleições anteriores e reflete uma mudança no perfil das campanhas, com maior presença das redes sociais e de outras ferramentas digitais na comunicação com os eleitores.
Tradicionalmente, as eleições representam um período de aumento da produção para as gráficas. Em pleitos anteriores, o incremento no faturamento do setor chegou a ficar entre 35% e 40%. Neste ano, a estimativa varia entre 20% e 25%.
Santinhos, colinhas eleitorais e folhetos continuam entre os materiais mais procurados. Os wind banners também ganharam espaço e, segundo o sindicato, registraram demanda recorde neste ciclo eleitoral.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de Minas Gerais, Betinho da Silva Lara, as eleições continuam aquecendo a atividade, embora o avanço das campanhas digitais tenha alterado a participação dos materiais impressos.
“Historicamente, o período eleitoral aumenta a demanda da indústria gráfica, mas, neste ano, o volume de impressos está abaixo do observado em outros pleitos. O crescimento das redes sociais tem influência nesse cenário. Mesmo assim, estimamos um incremento entre 20% e 25% no faturamento do setor, com destaque para materiais tradicionais, como santinhos, colinhas e folhetos, além do crescimento dos wind banners”, afirmou Lara.
Em um eventual segundo turno, a expectativa do sindicato é de redução da produção em comparação com a primeira etapa da eleição. A movimentação também alcança o mercado de trabalho. De acordo com o sindicato, o setor gráfico estima crescimento de aproximadamente 10% na geração de empregos durante o período eleitoral.
Ao mesmo tempo em que as eleições provocam um aumento pontual da produção, outra transformação ocorre de maneira contínua na indústria gráfica: a incorporação de novas tecnologias aos processos produtivos.
Impressão digital, automação, softwares especializados e novos equipamentos vêm alterando a rotina das empresas e ampliando as competências exigidas dos trabalhadores.
Nesse cenário, a qualificação profissional passa a acompanhar não apenas as demandas tradicionais da produção gráfica, mas também a evolução tecnológica do setor.
Em Belo Horizonte, o Senai Horto mantém formações direcionadas a diferentes etapas dessa cadeia produtiva. A unidade oferece cursos técnicos em áreas como Design Gráfico, Processos Gráficos e Comunicação Visual.
“A indústria gráfica mudou muito nos últimos anos com o avanço da impressão digital, da automação, dos novos equipamentos e do uso de softwares. Hoje, o profissional precisa ter uma formação mais ampla, que envolva preparação de arquivos, ferramentas gráficas, qualidade, acabamento e novos recursos tecnológicos”, destacou o gerente da Unidade Sesi Senai Horto, Dalison Lage.