- Atualidades
- outubro 6, 2026
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BH Airport conquista selo de Aeroporto Verde com projeto de drones
O uso de drones nas inspeções do BH Airport reduz em 43% as áreas atingidas por incêndios florestais

BH Airport conquista selo de Aeroporto Verde (Foto: BH Airport/Divulgação)
O uso de drones no BH Airport evita a emissão anual de aproximadamente 20,4 toneladas de dióxido de carbono equivalente.
Ao substituir parte das rondas realizadas por veículos no sítio aeroportuário, a tecnologia também proporciona uma economia estimada em 13 mil litros de gasolina por ano.
No gerenciamento do risco de fauna, o monitoramento aéreo contribuiu ainda para uma redução de 3,5% nos eventos envolvendo animais e aeronaves. Os resultados garantiram ao terminal mineiro o sexto Green Airport Recognition, concedido pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe, durante a Assembleia Anual da ACI-LAC, realizada em Lima, no Peru.
“Este novo reconhecimento reforça a consistência de uma agenda que integra sustentabilidade, inovação e segurança operacional. Mais do que incorporar uma nova tecnologia, reorganizamos processos para transformar imagens e dados em prevenção, acelerar respostas e direcionar pessoas e recursos com maior precisão. Os ganhos ambientais são expressivos, mas o principal avanço está em uma operação mais preditiva, capaz de antecipar riscos e responder aos efeitos de eventos climáticos extremos”, celebra o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.
Na edição de 2026, os aeroportos foram incentivados a apresentar iniciativas de destaque em “Inteligência Artificial e Inovação para a Sustentabilidade Aeroportuária”. A proposta da ACI-LAC foi reconhecer tecnologias capazes de contribuir, de forma transversal, para prioridades como descarbonização, circularidade e adaptação climática.
O projeto do BH Airport demonstrou como a combinação entre imagens, dados e atuação integrada pode produzir ganhos ambientais mensuráveis, reduzir o tempo de resposta e qualificar a tomada de decisão em uma operação complexa e de funcionamento permanente.
Da imagem à resposta em campo
Incorporados à rotina operacional em 2024, os drones ampliaram o alcance das inspeções, sobretudo em áreas extensas ou de difícil acesso. Câmeras de alta definição e sensores térmicos complementam o trabalho em campo e permitem avaliar as condições do local antes da mobilização de equipes, veículos e equipamentos.
Durante a estiagem, as imagens identificam focos de calor e trechos da vegetação mais suscetíveis ao fogo, orientando a definição de prioridades, a resposta das equipes e o planejamento dos aceiros, faixas abertas para conter o avanço das chamas.
O monitoramento aéreo tornou a resposta mais rápida e direcionada, ao combinar detecção precoce, análise do cenário e intervenção nos pontos críticos. A tecnologia também passou a apoiar o gerenciamento do risco de fauna.
A visão aérea permite localizar concentrações de aves, ninhos em árvores, torres e antenas, além de possíveis fontes de alimento ou abrigo no entorno aeroportuário. A partir desse mapeamento, as equipes direcionam as ações de dispersão, captura e manejo e antecipam condições que possam representar risco às aeronaves.
A redução de 3,5% nos eventos envolvendo fauna e aeronaves reforça o impacto do novo modelo de inspeção.
Eficiência e descarbonização no BH Airport
As imagens captadas pelos drones indicam os pontos que exigem intervenção antes do deslocamento das equipes, o que torna as inspeções mais precisas e reduz a circulação de veículos no sítio aeroportuário.
Com menos percursos por terra, cerca de 13 mil litros de gasolina deixam de ser consumidos por ano, evitando a emissão de aproximadamente 20,4 toneladas de dióxido de carbono equivalente.
A iniciativa integra o plano de descarbonização do BH Airport, que prevê zerar as emissões diretas do empreendimento até 2044, último ano da atual concessão. O projeto também está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 9 e 13 da Organização das Nações Unidas, voltados à inovação, à infraestrutura e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
Promovido anualmente, o Green Airport Recognition avalia os resultados ambientais, o grau de inovação, a participação das áreas envolvidas e o engajamento da alta liderança nos projetos inscritos.
As iniciativas selecionadas recebem o selo de Aeroporto Verde e passam a integrar uma base de práticas ambientais compartilhada com aeroportos da América Latina e do Caribe.
Em 2025, o BH Airport foi reconhecido pelo projeto Passagem de Fauna, voltado à proteção da biodiversidade, ao monitoramento de animais e à gestão sustentável da área aeroportuária.
O novo selo amplia esse histórico com uma iniciativa que combina tecnologia e dados para prevenir incêndios, reduzir emissões e fortalecer a segurança operacional.