- Bem-estar
- outubro 27, 2026
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Menopausa amplia a atenção à prevenção do câncer de mama
Segunda edição da revista Elas por Elas, da Rede Mater Dei, aborda rastreamento, fatores de risco e mudanças hormonais durante essa fase da vida

Da Redação
A chegada da menopausa traz mudanças hormonais que afetam diferentes aspectos da saúde feminina, mas não deve ser motivo para reduzir a atenção às mamas. Esse é um dos temas da segunda edição da revista Elas por Elas, publicada pela Rede Mater Dei nesse Outubro Rosa sob o mote “Sempre é tempo de recomeçar”.
Cerca de quatro em cada cinco casos de câncer de mama ocorrem depois dos 50 anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), faixa etária costuma coincidir com a menopausa.
A reportagem “Uma ginecologia para cada fase” explica que a queda do estrogênio afeta diferentes partes do organismo. Além do útero e dos ovários, ela repercute no sistema cardiovascular, na densidade óssea, na pele e no metabolismo. Em meio a tantas mudanças, alterações nas mamas podem ser confundidas com outros efeitos da menopausa.
A menopausa, por si só, não causa câncer de mama. O risco aumenta com a idade e com o tempo de exposição do organismo aos hormônios ao longo da vida. Entre os fatores de risco, o Inca inclui a menopausa após os 55 anos e a reposição hormonal na pós-menopausa, principalmente quando o tratamento dura mais de cinco anos.
A revista também ressalta que a decisão sobre a terapia hormonal deve ser individualizada, considerando o histórico clínico e os fatores de risco de cada mulher.
Com a queda hormonal, as mamas perdem tecido glandular e podem mudar de volume e consistência. É o caso de nódulos na mama ou na axila, retração da pele ou do mamilo, saída espontânea de secreção pelo mamilo e outras mudanças na pele.
Para a ginecologista e coordenadora do Serviço de Mastologia da Rede Mater Dei, Dra. Anna Dias Salvador, o diagnóstico precoce é a forma mais efetiva de combater a doença.
“Minha orientação é que qualquer alteração nova ou persistente nas mamas seja avaliada por um médico, independentemente da idade ou da data da última mamografia. Não é preciso esperar que a mudança provoque dor ou outros incômodos para buscar atendimento”, afirma.
Mamografia continua importante após a menopausa
No artigo que assina na Elas por Elas, a Dra. Anna explica que a ausência de dor ou de um nódulo palpável, não descarta a doença.
Com a chegada da menopausa não há motivo para interromper o rastreamento. Para mulheres com risco habitual de câncer de mama, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda mamografia anual dos 40 aos 74 anos, mesmo na ausência de sintomas ou alterações. A partir dos 75 anos, a indicação deve ser individualizada.
“O rastreamento deve ser individualizado conforme a idade, os fatores de risco e o histórico familiar, sempre com orientação médica especializada. Mulheres com alterações genéticas ligadas a maior risco podem precisar de acompanhamento específico e exames complementares”, orienta a médica.
Atividades físicas também influenciam na prevenção
Outra reportagem da revista aborda as mudanças no metabolismo feminino durante a menopausa. A queda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura na região abdominal e a perda de massa muscular. Com isso, dietas e treinos que funcionavam antes podem deixar de apresentar os mesmos resultados.
Essas alterações também têm relação com a saúde das mamas. Quando os ovários passam a produzir menos hormônios, o tecido adiposo se torna uma fonte importante de estrogênio. Esse hormônio pode estimular o crescimento de alguns tumores.
Um estudo do Inca aponta que, na pós-menopausa, níveis mais altos de atividade física estão associados a um risco 12% menor de câncer de mama, em comparação com níveis mais baixos.
A recomendação é praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa. A manutenção do peso, a alimentação equilibrada e a redução do consumo de álcool também contribuem para diminuir o risco.
Além da saúde das mamas, a Elas por Elas aborda temas como fertilidade, contracepção, dor pélvica, saúde cardiovascular e mitos sobre o corpo feminino.
A edição termina com o “Mapa do cuidado”, que indica onde a Rede Mater Dei oferece serviços de mastologia em Minas Gerais, na Bahia e em Goiás. Em Belo Horizonte, o serviço funciona desde 1986.