- Casa e design
- janeiro 5, 2026
- 4 minutos
Mediação privada ganha força como alternativa para conflitos imobiliários em Minas
Criada pelo ex-professor da PUC Minas, Adriano Stanley, instituição aposta em diálogo, agilidade e pacificação social

O ex-professor da PUC Minas Adriano Stanley decidiu apostar em um caminho diferente para a resolução de conflitos imobiliários. Há cinco anos, ele fundou a Mediação do Morar, a primeira câmara privada do estado criada exclusivamente para solucionar, de forma ágil e menos desgastante, disputas que envolvem imóveis urbanos, áreas rurais, terrenos e condomínios.
A iniciativa nasceu da vivência de Stanley ao longo de décadas em acompanhamento a processos judiciais longos, caros e, muitas vezes, incapazes de pacificar relações. A proposta da câmara é oferecer soluções extrajudiciais, baseadas no diálogo, na comunicação não violenta e no protagonismo das partes, construindo acordos equilibrados e duradouros.
“Na câmara, não patrocinamos causas — pacificamos conflitos. Uma sentença encerra um processo, mas nem sempre resolve a relação entre as pessoas. A mediação permite construir soluções que permanecem no tempo”, afirma Stanley.
Além da mediação de conflitos, a instituição incorporou a Regularização Fundiária Urbana (REURB) como um de seus pilares de atuação. A iniciativa tem impacto direto na vida de famílias que vivem em situação de informalidade, o que garante o direito à propriedade e a segurança jurídica do imóvel.
Com a escritura regularizada, o bem deixa a informalidade, passa a ter valorização no mercado e assegura o acesso pleno a direitos, como financiamentos, herança formal e serviços públicos.
“A regularização é mais do que um documento. É dignidade, pertencimento e estabilidade para quem vive ali”, destaca.
Segundo ele, a Mediação do Morar atua em conflitos diretamente ligados à forma como as pessoas vivem e se relacionam com seus espaços. Entre os casos atendidos estão desentendimentos entre moradores, disputas em condomínios, conflitos entre locadores e inquilinos e situações envolvendo ocupações urbanas.
O foco está sempre na busca por soluções pacíficas, justas e eficazes, que respeitem o direito à moradia e à propriedade, ao evitar o desgaste emocional e financeiro típico das disputas judiciais.
Mediação e também assessoria imobiliária
A instituição também oferece assessoria imobiliária, serviço voltado a momentos decisivos como compra e venda de imóveis. A atuação inclui análise e elaboração de contratos, esclarecimento de dúvidas jurídicas e acompanhamento de trâmites cartoriais — etapas que exigem atenção técnica e conhecimento especializado para evitar riscos futuros.
Cinco anos após sua criação, o projeto de se tornar referência em gestão de conflitos imobiliários e soluções extrajudiciais já se consolidou. Para Stanley, o maior desafio agora é ampliar a cultura da mediação no País.
“Vivemos em um país que ainda recorre majoritariamente ao Judiciário. Nosso trabalho contribui para construir outra lógica: soluções eficientes, éticas e personalizadas, capazes de promover a pacificação social e preservar relações”, afirma.