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- outubro 23, 2026
- 8 minutos
Da sala de aula ao campo: Mi2 Engenharia completa 15 anos e vira Mi2 Geotecnologias
Empresa reflete a evolução do trabalho e do time em topografia, geoprocessamento, meio ambiente e mineração

Da Redação
Em 1999, dois jovens ingressaram juntos na faculdade de Geografia. A amizade atravessou uma segunda graduação, em Engenharia de Agrimensura, e chegou ao mercado de trabalho até ganhar um projeto próprio: a Mi2 Engenharia, fundada em 2011. Hoje, ao completar 15 anos, a empresa passa a se chamar Mi2 Geotecnologias, dando nome à integração de conhecimentos que construiu ao longo dessa trajetória.
A convivência na graduação em Geografia foi o início de uma parceria que ultrapassou a universidade. Em 2008, os dois voltaram juntos à faculdade, dessa vez para cursar Engenharia de Agrimensura.
As formações se complementavam. A Geografia contribuía para compreender o território, seus usos e suas relações. A Engenharia de Agrimensura acrescentava métodos de medição, representação e análise. Essa combinação ajudou a construir a maneira como os sócios passariam a abordar os projetos: conhecer uma área, interpretar suas características e relacionar essas informações ao objetivo de quem precisava utilizá-la.
Quando fundaram a Mi2 Engenharia, ambos trabalhavam em uma mineradora. Igor Augusto era gerente de meio ambiente, e Igor Rocha atuava como analista de geoprocessamento.
Entre 2011 e 2016, os sócios conciliaram duas rotinas. Durante a semana, cumpriam suas funções na mineradora. Aos sábados, domingos e feriados, viajavam, executavam levantamentos e atendiam os clientes da Mi2.
Em 2016, a mineradora enfrentou dificuldades financeiras e desligou grande parte de sua equipe. Os dois chegaram a uma decisão: procurar outro emprego ou dedicar-se integralmente à empresa que já vinham construindo. Escolheram a Mi2.
A primeira sala alugada marcou essa mudança. O compromisso mensal de R$ 500 parecia significativo para quem ainda precisava estabelecer uma carteira de clientes. Igor Augusto lembra o receio de não conseguir pagar. Segundo ele, esse temor nunca se transformou em atraso: a empresa honrou seus compromissos e encontrou condições para crescer.
Vieram novos trabalhos, equipamentos e profissionais. Os investimentos acompanharam as necessidades dos projetos e a capacidade do negócio. Para Igor Augusto, cada aquisição precisava ter uma finalidade clara e acontecer no momento adequado.
Anos depois, a compra da sede própria tornou-se mais um marco dessa construção. Uma conquista dentro de uma sequência de decisões, reinvestimentos e amadurecimento empresarial.
A evolução da Mi2 também aconteceu pela formação de sua equipe. Parte dos profissionais que se aproximaram da empresa já havia trabalhado com os fundadores na mineradora. O reencontro reuniu experiência técnica e relações de confiança construídas na prática.
Hoje, a empresa conta com a participação de engenheiros ambientais, civis e de minas, biólogos e outros profissionais associados. Essa composição sustenta a diversidade dos serviços e permite integrar competências conforme as necessidades de cada projeto.
Na mineração, o conhecimento do território se relaciona à geologia, ao planejamento das atividades e às questões ambientais. Na construção civil e na incorporação imobiliária, diferentes informações ajudam a compreender uma área e orientar decisões sobre sua utilização.
Um novo nome para a Mi2 Engenharia
Após 2016, a Mi2 ampliou sua presença no mercado e passou a atender outras demandas, inclusive na mineração. A topografia permaneceu entre os serviços, acompanhada de trabalhos que reuniam diferentes conhecimentos e recursos tecnológicos. O nome Mi2 Geotecnologias traduz essa evolução.
Geotecnologias são um conjunto de métodos, ferramentas e conhecimentos utilizados para coletar, localizar, analisar e representar informações geográficas. Na empresa, esses recursos se integram às competências dos profissionais de engenharia, geografia, meio ambiente e mineração. A cartografia digital e o geoprocessamento fazem parte desse trabalho, junto às análises e aos serviços necessários para cada demanda.
Um drone, por exemplo, pode coletar imagens ou transportar sensores. Para que os registros se tornem informação útil, é preciso planejar a coleta, processar os dados, verificar sua qualidade e interpretar os resultados.
O equipamento é uma parte do processo. A capacidade de transformar o que foi coletado em resposta técnica depende do conhecimento aplicado antes, durante e depois do trabalho de campo.
Inteligência e integração
Igor Augusto associa a identidade Mi2 a três conceitos: método, inteligência e integração. O método organiza a investigação e a execução. A inteligência orienta a interpretação das informações. A integração conecta profissionais, conhecimentos e ferramentas. Essa forma de trabalhar começa na conversa com o cliente.
É comum que uma pessoa procure a empresa já imaginando um serviço específico: um levantamento, uma imagem aérea ou determinado documento. A análise inicial busca compreender o objetivo desse pedido e identificar o que será necessário para alcançá-lo.
Segundo Igor Augusto, o diagnóstico pode revelar uma necessidade diferente da esperada. Algumas situações exigem uma abordagem mais complexa. Outras encontram uma solução mais simples depois que o problema é compreendido.
A escolha da tecnologia vem a partir dessa avaliação.
“A gente parte do problema para definir a tecnologia e então resolvê-lo”, resume Igor Augusto.
Essa postura orienta tanto o uso dos equipamentos quanto a participação dos profissionais. Os recursos são escolhidos conforme a informação necessária e o resultado que o trabalho precisa produzir.