- Economia & Negócios
- setembro 30, 2026
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Produção de café cresce em Minas e setor observa avanço do consumo entre jovens
Estimativa aponta safra de 33,4 milhões de sacas de café arábica em 2026, enquanto indústria identifica mudanças no perfil dos consumidores

Da Redação
Produtores mineiros terão motivos para comemorar no Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro. Após um período de forte valorização do produto, Minas Gerais deve ampliar a produção de café arábica em 2026. Segundo o Sindicato da Indústria do Café do Estado de Minas Gerais (Sindicafé-MG), a expectativa é de que o Estado alcance 33,4 milhões de sacas até o fim do ano.
Com base em levantamento do Sistema Faemg Senar, o volume projetado é 32,5% superior ao registrado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 2025.
De acordo com o Sindicafé-MG, o aumento da oferta contribui para uma acomodação dos preços após um período de forte valorização do café no mercado. Para o presidente da entidade, Sergio Meirelles, esse movimento pode beneficiar toda a cadeia produtiva, especialmente se a redução dos preços vier acompanhada de bons índices de produtividade no campo.
“Em 2025, chegamos a encontrar café entre R$60 e R$80 o quilo no varejo. Com preços mais acessíveis, temos condições de recuperar consumo e, ao mesmo tempo, avançar na qualidade”, afirma.
Vídeo – veja mais sobre o Sistema Faemg Senar:
Nova geração impulsiona produção e consumo
Além do cenário favorável para a produção, a indústria acompanha uma mudança no perfil dos consumidores. Segundo Meirelles, o café vem conquistando espaço entre os jovens, especialmente aqueles que adotam hábitos relacionados à prática de atividades físicas e à alimentação equilibrada.
O presidente do Sindicafé-MG observa ainda que as cafeterias se consolidaram como espaços de convivência, enquanto cresce o interesse pela origem dos grãos, qualidade, torra e diferentes métodos de preparo.
“Hoje vemos jovens conversando sobre café até na academia, perguntando qual café o outro toma e querendo experimentar produtos diferentes. O café passou a fazer parte de novos momentos de convivência”, observa.
Na avaliação de Meirelles, esse comportamento representa uma oportunidade para a indústria ampliar o consumo de cafés de maior qualidade.
“Quando a pessoa aprende a tomar um café melhor, dificilmente quer voltar para um café de qualidade inferior. Nosso desafio é oferecer cada vez mais qualidade, mas mantendo o produto acessível”, diz.
Para ele, a safra de 2026 chega em um momento de transformação para o setor.
“A safra maior de 2026 chega em um momento de transformação. Enquanto o produtor busca mais produtividade no campo, a indústria encontra uma nova geração interessada em descobrir o que existe por trás de uma boa xícara de café”, acrescenta.