- Educação
- agosto 11, 2026
- 6 minutos
Internacionalização passa a ser estratégia na formação de talentos globais
No Ibmec, número de estudantes estrangeiros cresceu 65% em três anos, e rede internacional de IES parceiras alcança mais de 40 universidades em quase 20 países

A internacionalização no ensino superior tem ganhado novos formatos e mudado o foco de programas de intercâmbio para se consolidar como um diferencial na formação acadêmica dos alunos.
Em um mercado de trabalho cada vez mais globalizado, instituições de ensino superior como o Ibmec enxergaram na internacionalização uma oportunidade para oferecer aos estudantes o desenvolvimento de competências voltadas a ambientes multiculturais.
Esse movimento tem se refletido em números positivos na instituição. Entre 2023 e 2026, o Ibmec viu o número de estudantes estrangeiros recebidos crescer 65%. No mesmo período, a instituição ampliou sua rede internacional de universidades parceiras para mais de 40 instituições e chegou a quase 20 países, incluindo instituições na América do Norte, Europa e Ásia.
O avanço também envolve mobilidade acadêmica em diferentes direções. Enquanto mais de 200 estudantes brasileiros foram impactados por experiências internacionais no período, o Ibmec projeta receber mais de 50 alunos estrangeiros em 2026. Espanha, França e Portugal estão entre os países que mais enviam alunos para a instituição.
A tendência acompanha um movimento global mais amplo. Segundo dados da pesquisa Education at a Glance 2024, da OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development), a mobilidade internacional de estudantes se mantém em patamares elevados no ensino superior, mesmo após oscilações recentes no período pós-pandemia, refletindo a consolidação da experiência internacional como parte relevante da formação acadêmica.
Estudos da NAFSA (Association of International Educators) também de 2024 indicam, ainda, que empregadores têm valorizado cada vez mais competências interculturais, como capacidade de atuação em equipes diversas, adaptabilidade e resolução de problemas em ambientes globais.
Essas habilidades costumam ser diretamente associadas a experiências internacionais durante a formação acadêmica.
No caso do Ibmec, a internacionalização vai além da mobilidade acadêmica. A estratégia inclui disciplinas ministradas em inglês, programas de dupla diplomação e parcerias com instituições estrangeiras, ampliando a presença da experiência internacional no cotidiano acadêmico.
Entre as instituições parceiras estão University of California, Berkeley, MIT Sloan School of Management (programa MSMS), Columbia Law School, Boston University, IE University e Nova School of Business and Economics, além de universidades na Ásia e no Oriente Médio, como Tel Aviv University e SolBridge International School of Business.
“Temos observado um crescimento consistente na procura por experiências internacionais, tanto por estudantes brasileiros quanto estrangeiros. Isso exige de nossa Instituição uma estrutura acadêmica preparada para dialogar com padrões globais de ensino, além de um constante investimento em nossas parcerias internacionais”, afirma Andressa Rasmusen Amaya, Head da área de Internacionalização do Ibmec.
Segundo ela, o diferencial está na integração entre currículo e experiência internacional.
“A internacionalização não se limita ao intercâmbio. Ela também acontece dentro da sala de aula, na convivência entre diferentes culturas e na exposição a diferentes formas de pensar problemas e soluções”, completa.
A presença de estudantes internacionais também contribui para a internacionalização dentro da sala de aula. A convivência entre alunos de diferentes países, a realização de projetos conjuntos e a troca de perspectivas fazem parte da experiência acadêmica mesmo para estudantes que não participam de programas de mobilidade.
Para a estudante Laura Calleja Garcia-Navas, da Universidad Rey Juan Carlos – Espanha, a experiência de estudar no Brasil permitiu que ela encontrasse uma comunidade que também se tornou uma família.
“Esse ano representou uma virada na minha experiência universitária. Fui positivamente surpreendida pelas conexões que construí com professores e colegas e pelo meu crescimento profissional e pessoal”, diz.
Ela finalizou seu intercâmbio no Ibmec no primeiro semestre deste ano. Do ponto de vista da formação profissional, o impacto aparece na preparação para o mercado de trabalho. A exposição a ambientes multiculturais contribui para o desenvolvimento de competências cada vez mais valorizadas por empresas com atuação global.
“O intercâmbio foi um marco na minha formação acadêmica e profissional. Além do aprendizado em Direito Internacional, a experiência fortaleceu minha visão global e confirmou minha decisão de construir uma carreira com atuação internacional”, conta Luiz Carlos Lumbreras Rocha Filho, estudante do curso de Direito do Ibmec-RJ, que viveu seu intercâmbio na Itália.
A consolidação da internacionalização como parte da formação acadêmica acompanha uma tendência mais ampla do ensino superior global, em que a experiência internacional passa a ser incorporada ao cotidiano das instituições e à preparação de profissionais para um mercado de trabalho cada vez mais integrado.