- Negócios
- abril 24, 2026
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Aporte de R$ 100 milhões acelera digitalização do sistema elétrico
Novo software da Cemig representa um marco na transformação digital da companhia e integra Centro de Operação da Distribuição

A Cemig tem acelera seu processo de transformação digital e deve concluir, até 2026, a implantação do ADMS (Advanced Distribution Management System), uma das plataformas mais modernas de gestão de redes elétricas do mundo. Com aporte superior a R$ 100 milhões, o sistema permitirá monitoramento, análise e controle em tempo real de toda a rede de distribuição da companhia, além de integrar de forma inteligente as fontes renováveis e descentralizadas conectadas ao sistema elétrico de Minas Gerais.
Segundo a gestora da Cemig, Hortênsia Virginia Américo, o ADMS é o grande marco da transformação digital na história da companhia.
“A Cemig está se preparando para um futuro no qual a rede elétrica será cada vez mais complexa, descentralizada e digital. O ADMS nos permite operar de forma preditiva, tomar decisões em tempo real e garantir mais confiabilidade para os clientes. Aliado aos medidores inteligentes e aos religadores automatizados, estamos criando uma rede mais robusta, moderna e preparada para o avanço das energias renováveis em Minas”, afirma.
A plataforma trará funcionalidades avançadas, como automação da recomposição do sistema, simulação de cenários operativos e gerenciamento dinâmico de tensão e carga, reduzindo o tempo de restabelecimento da energia e elevando a confiabilidade da rede.
Além disso, o ADMS consolida em uma única aplicação diferentes sistemas utilizados pela companhia, como o SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) e as plataformas de gerenciamento de interrupções e atendimento, que integrará o Centro de Operação da Distribuição (COD)
Infraestrutura tende a melhorar com novo aporte financeiro
Em paralelo ao ADMS, a Cemig vem ampliando a digitalização de sua rede de distribuição com a implantação massiva de medidores inteligentes e religadores automatizados. Até 2026, a empresa prevê 1,5 milhão de medidores inteligentes em operação — um salto em relação aos cerca de 400 mil já instalados. Esses equipamentos permitem leituras em tempo real, análises detalhadas de consumo e maior transparência na relação com o cliente.
Outro pilar do projeto é a instalação de 3.600 religadores automatizados, que permitirão a recomposição da rede de forma remota e mais ágil. A adoção dessa tecnologia reduz significativamente os indicadores de continuidade (DEC e FEC) e aumenta a resiliência da rede frente a eventos climáticos.
Para Hortênsia, essa convergência tecnológica é fundamental para a adequação da transição energética que o sistema elétrico vem sofrendo.
“O ADMS, em conjunto com a evolução da automação do sistema elétrico, nos coloca em um novo patamar de gestão da rede, com capacidade de integrar, monitorar e otimizar a inserção de novos recursos energéticos distribuídos”, destaca.