Belo Horizonte se prepara para uma imersão cultural de 24 horas ininterruptas

Belo Horizonte se prepara para uma imersão cultural de 24 horas ininterruptas

Em sua 10ª edição, Virada Cultural de BH celebra a diversidade e a ocupação urbana com 300 atrações, 50 parcerias e um delicioso circuito gastronômico  

Carlinhos Brown e Orquestra Ouro Preto na Virada Cultural de Belo Horizonte
Uma das principais atrações da Virada Cultural de BH é a apresentação de Carlinhos Brown com a Orquestra Ouro Preto (Foto: Bárbara Paschoal)

 

A capital mineira se prepara para respirar arte e cultura no próximo fim de semana (23 e 24 de agosto). Considerada um dos maiores festivais urbanos do Brasil, a Virada Cultural de Belo Horizonte chega à sua 10ª edição como um marco histórico, que busca redefinir a relação da população com o espaço público. Todas as atividades são gratuitas.

Durante mais de 24 horas ininterruptas, a cidade se transformará em um palco vibrante, com seis palcos principais e 17 espaços dedicados à diversidade artística. O evento, que mobiliza cerca de 3.500 profissionais, reafirma seu papel como uma potente plataforma de expressão, diálogo social e fortalecimento da economia criativa local.

A secretária municipal de Cultura, Eliane Parreiras, destaca que a Virada se consolidou como uma das maiores celebrações urbanas do País, ao ampliar o acesso à cultura e reforçar a identidade da cidade. Por sua vez, a presidente da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, o evento é uma celebração da diversidade que “reafirma o compromisso com o acesso à cultura e a construção de memórias coletivas”.

A Virada Cultural 2025 propõe uma ocupação do espaço urbano, que valoriza culturas de base e de diferentes centralidades. O evento abrange diversas linguagens artísticas, como samba, hip-hop, funk, teatro de rua, dança, circo, artes visuais, literatura, poesia e esportes urbanos.

Segundo Paula Senna, da comissão artística, a edição celebra uma década de ressignificação do centro da cidade, pois resgata marcos históricos como o Palco Guaicurus e fortalece a relação de pertencimento da população com o território.

Os espaços simbólicos do hipercentro serão os cenários da programação, entre eles o Palco Sesc Praça da Estação, o Palco Gramado e o Espaço dos Trenzinhos no Parque Municipal, o Palco Viaduto Xeque Mate, o Palco Guaicurus, o Espaço Samba na Praça Fuad Noman e a Praça Raul Soares, entre outros.

Palcos e espaços de Belo Horizonte

  • Palco Sesc Praça da Estação: Um dos epicentros da Virada, este palco contará com Juliana Schiutz, o espetáculo inédito GINGA de Samora N’zinga e Tamara Franklin, a energia do Fat Family e do Baile da Dri, o sertanejo de Iago e Beto Willian e de Israel e Rodolffo, além do encontro de Akatu com o rapper Djonga. A programação também inclui shows de Sidoka, MC Papo & Dedé Santaklaus e a força percussiva do Olodum com Ton Guimarães. O encerramento será com o show Afrossinfonicidade, de Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto.

 

  • Parque Municipal: A Praça da Estação receberá a fanfarra Fantasia FM, a Orquestra Popular Terno do Binga, a Skanastra Brass Band e o grupo Las Cirkeras. O Palco Gramado terá rock com Leonel e Bê & os Sadmen, cultura popular com Wilson Dias e samba com Baluartes do Samba, entre outros. O Espaço dos Trenzinhos contará com a Velha Guarda do Soul de BH, o Forró Cabra Cega e a instalação de um mural inédito da artista Raquel Bolinho.

 

  • Viaduto Santa Tereza e Palco Viaduto Xeque Mate: O espaço será o ponto de encontro da música urbana, com funk, rap e hip-hop. O palco receberá nomes como MC Mika, Mac Júlia, MC Saci, DJ Cost, DJ Andersson do Paraíso e Vinijoe. A Casa do Hip-Hop Taquaril, a Batalha do Tupi e a Batalha da P7 também terão destaque.

Gastronomia na programação

Com correalização do Sebrae e curadoria da jornalista Lorena Martins, o Viradão Gastronômico confirma que a culinária é parte fundamental da cultura. Um roteiro com 25 bares e restaurantes do hipercentro oferecerá pratos e bebidas especiais com valor máximo de R$ 20.

Entre os participantes estão o Boêmio, o Flor de Jambu, o Bar Pirex, o Portaria e o Café Bahia. Segundo o presidente do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o evento valoriza a cultura local, fortalece os pequenos negócios e impulsiona o turismo e a economia criativa.

 

 

A 10ª edição da Virada de Belo Horizonte reforça seu compromisso com pautas sociais e ambientais. Haverá uma parceria com o Recicla Belô, que mobilizará 120 catadores com a meta de coletar cinco toneladas de material reciclável. Ações de combate à violência contra a mulher serão realizadas pelo projeto “Quebre o Silêncio”.

O evento também contará com iniciativas como o Banho de Amor, que oferece higiene a pessoas em situação de rua, e o The Street Store, uma loja a céu aberto para doação de roupas. Ações como o plantio de uma mini floresta e o apoio ao Greenpeace reforçam o foco em sustentabilidade.

Além do valor artístico, a Virada Cultural gera um impacto econômico significativo, ao mobilizar uma cadeia produtiva e contribuindo para a geração de renda e empregos na cidade. A expectativa é que o evento mova cerca de 3.500 profissionais, reforçando a posição de Belo Horizonte como um polo de economia criativa no País.