Fazenda reforça equipe com referência internacional em cafés especiais

Fazenda reforça equipe com referência internacional em cafés especiais

Especialista Cecilia Megumi Sanada chega à Bioma Café, em Campos Altos, como nova Q Grader para elevar o padrão de qualidade e inovação da produção no Cerrado Mineiro

Cecilia Megumi Sanada é o novo reforço da Fazenda Bioma Café, em Campos Altos (MG)
Cecilia Megumi Sanada é uma das mais respeitadas profissionais do setor de cafés especiais (Foto: Arquivo Pessoal)

 

O Cerrado Mineiro, reconhecido mundialmente como uma das regiões mais nobres para a produção de cafés especiais, ganha um novo reforço de importante. A Fazenda Bioma Café, em Campos Altos, anunciou a contratação de Cecilia Megumi Sanada, uma das mais respeitadas profissionais do setor, como sua nova Q Grader – certificação concedida pelo Coffee Quality Institute (CQI) a especialistas capazes de avaliar a qualidade dos grãos com rigor técnico e sensorial.

Com mais de 18 anos de experiência, Cecilia se tornou referência no Brasil e no exterior, ao atuar não apenas na avaliação de cafés, mas também na criação de estratégias que posicionam o produto como artigo de luxo em mercados globais. Sua chegada à Bioma reforça a busca da fazenda por inovação e pelo fortalecimento de sua identidade no cenário internacional.

 

 

A especialista acumula uma trajetória marcada por atuações como juíza em competições de prestígio, entre elas o Cup of Excellence e o Fairtrade Golden Cup. Também é consultora reconhecida pelo Fairtrade e pelo International Trade Center (ITC).

Sua expertise inclui desde a curadoria de microlotes para exportação, blends exclusivos e capacitação de equipes, até a construção de narrativas que destacam a origem e o valor cultural do café.

Veja os reconhecimentos e certificações da especialista:

• Q Arabica Grader e Instrutora Assistente – Coffee Quality Institute;
• Juíza certificada – World Coffee Events, Cup of Excellence, Fairtrade Golden Cup;
Consultora Internacional – International Trade Center (ITC);
• Proficiência em japonês – JLPT (N2, N3, N4);
• Certificação em Cadeia de Valor do Café e Sustentabilidade;

Cecilia é fluente em japonês, inglês, espanhol e português, e atua como elo entre produtores e compradores, e busca conectar culturas e mercados em países como Japão, Estados Unidos, Etiópia, Colômbia e Peru. Sua presença constante em feiras internacionais e projetos de capacitação reforça sua autoridade como ponte entre a tradição e as exigências do consumidor global.

Sabe o que é um Q-Grader, novidade na fazenda Bioma Café

Um Q-Grader é um profissional especializado em avaliação sensorial de café, certificado pelo Coffee Quality Institute (CQI). Eles são capazes de avaliar a qualidade do café através de testes sensoriais e físicos, utilizando protocolos internacionais estabelecidos pelo CQI e pela Specialty Coffee Association (SCA).

 

O que um Q-Grader faz:

  • Degustação e avaliação sensorial: eles realizam testes de degustação às cegas, avaliando o café em relação a critérios como aroma, sabor, acidez, corpo, doçura e equilíbrio;
  • Identificação de defeitos: Q-Graders são treinados para identificar e classificar defeitos físicos nos grãos de café, o que pode impactar negativamente a qualidade da bebida;
  • Classificação da qualidade: através de uma pontuação baseada em protocolos internacionais, eles determinam se um café se qualifica como “especial” (geralmente com pontuação acima de 80);
  • Conexão entre produtor e comprador: profissionais certificados podem produzir laudos sensoriais que ajudam a conectar produtores e compradores, facilitando a comercialização de cafés com qualidade;
  • Garantia de qualidade: a certificação Q-Grader atua como uma garantia de que o profissional possui habilidades para avaliar e garantir a qualidade do café, otimizando processos e identificando problemas em toda a cadeia produtiva;

Como se tornar um Q-Grader:

  • Participar de um curso de treinamento: o curso, com duração de seis dias, envolve aprendizado teórico e prático sobre análise sensorial, identificação de defeitos, avaliação de atributos como acidez e corpo, entre outros;
  • Passar nas provas: o profissional deve ser aprovado em uma série de exames teóricos e práticos, que testam suas habilidades de degustação, identificação de defeitos e avaliação de atributos;
  • Manutenção da certificação: o certificado tem validade de três anos, e após esse período, é necessário realizar uma recalibragem para manter a certificação.