• Cultura
  • outubro 22, 2026
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Escritora mineira chega à final do Prêmio Jabuti 2026 com livro infantil

Escritora mineira chega à final do Prêmio Jabuti 2026 com livro infantil

Com uma trajetória recente na literatura, Roberta Moysés Assumpção concorre entre os cinco finalistas da principal premiação literária do País com “A Baleia Bailarina”

Escritora mineira Roberta Moysés Assumpção
Roberta Moysés Assumpção: “Eu acredito que a infância é uma fase caótica e divertida, atravessada por pequenos fins do mundo” (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Da Redação

A escritora mineira Roberta Moysés Assumpção está entre os cinco finalistas do Prêmio Jabuti 2026, na categoria Livro Infantil, com a obra A Baleia Bailarina. Os vencedores serão anunciados no dia 27 de outubro.

A indicação marca um momento importante na trajetória da autora, que começou a publicar seus livros recentemente e ainda não fazia parte do mercado editorial. Empresária e gestora de uma indústria em Minas Gerais, Roberta lançou A Baleia Bailarina de forma independente e agora vê a obra alcançar a final de uma das mais importantes premiações literárias do Brasil.

A história nasceu durante um encontro de uma comunidade de escrita criativa. Em um exercício que propunha transformar experiências marcantes da infância em narrativas, a escritora revisitou uma memória pessoal que acabou dando origem ao livro. O que começou como uma atividade de escrita se transformou em uma obra que, pouco tempo depois, conquistou espaço entre os finalistas do Jabuti.

 

 

Uma baleia e a liberdade, destaca a escritora

Em A Baleia Bailarina, a autora aborda identidade, liberdade e a importância de fazer aquilo que se ama, mesmo quando isso significa não corresponder às expectativas dos outros.

Na história, a personagem encontra na dança uma forma de expressão e segue fazendo o que gosta, sem tentar se encaixar em padrões ou buscar aprovação. É justamente quando deixa de se preocupar em agradar e passa a ser ela mesma que conquista a atenção de quem está ao redor.

A mensagem vai além do universo infantil. Ao tratar de sentimentos como inadequação, julgamento e desejo de pertencimento, o livro também conversa com adultos que reconhecem nessas experiências marcas da própria infância. Para Roberta, essa conexão entre diferentes gerações está entre os aspectos mais importantes de sua escrita.

“Eu acredito que a infância é uma fase caótica e divertida, atravessada por pequenos fins do mundo que, de alguma forma, nos moldam como adultos. É quando muita coisa acontece pela primeira vez e deixa marcas que carregamos pela vida. Acho que meus livros funcionam para crianças e adultos por isso: a criança reconhece o que está vivendo; o adulto reconhece aquilo que viveu”, afirma.

 

Roberta tem quatro livros publicados. Além de A Baleia Bailarina, sua bibliografia inclui A Forma da Saudade e A Fantástica História de Epifania, também lançados de forma independente.