- Educação
- fevereiro 23, 2026
- 3 minutos
Empregabilidade de ex-alunos do Senai em Minas Gerais chega a quase 90%
Pesquisa avalia inserção no mercado e desempenho profissional e comprova que formação técnica impulsiona emprego e salário

A Pesquisa de Acompanhamento de Egressos 2023-2025 aponta que 87,6% dos ex-estudantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial em Minas Gerais estão inseridos no mercado de trabalho. Além da alta taxa de empregabilidade, os egressos mineiros registram incremento médio de renda de 94,5% em comparação com outros profissionais que exercem a mesma ocupação.
O desempenho estadual acompanha o cenário nacional. Em todo o País, 86,7% dos ex-alunos do Senai conseguem colocação profissional. O levantamento conduzido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Nacional ouviu 213,2 mil egressos.
Em Minas, a taxa de ocupação geral dos egressos é de 79,6%. Entre os formados em cursos técnicos, o índice chega a 86,1%, enquanto entre os que concluíram cursos de qualificação profissional a taxa é de 78,8%. Outro dado apontado pela pesquisa indica que 60,3% dos ex-alunos continuam em estudo mesmo após ingressarem no mercado de trabalho.
O levantamento mostra ainda que 31,7% dos egressos mineiros atuam na área em que se formaram. Do total de ocupados, 46,8% estão empregados na indústria e 60% exercem atividade no mercado formal.
No cenário nacional, os cursos com maior taxa de inserção profissional são os de Refrigeração e Climatização (95,9%), Automotiva (94,4%), Metalmecânica (90,2%), Energia (90%) e Eletroeletrônica (89,4%). As áreas concentram funções ligadas à instalação e manutenção de sistemas, desenvolvimento e produção de veículos, manufatura industrial, distribuição de energia elétrica e fabricação de equipamentos elétricos e eletrônicos.
A Pesquisa de Acompanhamento de Egressos é estruturada em três etapas: concluintes, egressos e avaliação das empresas.
Na primeira fase, os alunos respondem a questionários ao término do curso, informando nível de satisfação e situação de emprego. Após seis meses, é realizada a segunda etapa, que analisa a evolução profissional, índices de empregabilidade e impactos na qualidade de vida.
Na etapa final, gestores das empresas contratantes avaliam o desempenho dos profissionais formados, indicando o grau de alinhamento entre as competências desenvolvidas durante a formação e as demandas do setor produtivo.