- Negócios
- agosto 25, 2026
- 5 minutos
Inteligência artificial impulsiona nova geração de advogados empreendedores
Profissionais do Direito transformam demandas do setor em negócios de tecnologia e ampliam a presença das legaltechs no mercado jurídico

Da Redação
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para advogados e passou a impulsionar uma nova frente de atuação no setor jurídico. Com a tecnologia cada vez mais presente na rotina de escritórios e departamentos jurídicos, cresce também o número de profissionais que transformam desafios da advocacia em empresas de tecnologia.
O movimento ocorre em um cenário de ampla adoção da inteligência artificial. Segundo levantamento da Future Ready Lawyer 2026, da Wolters Kluwer, 92% dos profissionais jurídicos afirmam utilizar ao menos uma ferramenta de IA em sua rotina de trabalho. Entre eles, 62% relatam uma economia de 6% a 20% do tempo semanal com o uso da tecnologia.
Para a CEO da Aleve LegalTech Ventures, Priscila Spadinger, esse cenário abre espaço para uma nova geração de advogados empreendedores.
“O advogado conhece, como poucos, as dores do sistema jurídico. Quando ele enxerga que um problema recorrente pode ser resolvido por meio de uma única solução para todos os casos, o advogado cria um negócio altamente escalável”, afirma.
Vídeo – conheça mais sobre Aleve LegalTech Ventures:
Da advocacia à inovação com a Inteligência Artificial
Novas empresas de tecnologia, também conhecidas como legaltechs, impulsiona iniciativas voltadas à formação de profissionais capazes de atuar nesse novo cenário. Nesse contexto, a Aleve LegalTech Ventures e a Neo Ventures realizam, a partir de 19 de agosto, a primeira edição do Aleve LegalTech Summit, evento dedicado à aplicação prática da inovação e tecnologia no setor jurídico.
A programação abordará temas ligados ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a advocacia, inovação aberta e transformação digital. A aula de abertura será conduzida pela advogada Layla Abdo, presidente da Comissão Especial de Inteligência Artificial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A proposta inclui ainda um diagnóstico de maturidade em inovação para escritórios, departamentos jurídicos e áreas corporativas, como RH, compliance e financeiro.
Para Priscila, o avanço das empresas de tecnologia jurídica também revela uma mudança no perfil profissional exigido pela advocacia contemporânea.
“Não é preciso que o advogado se transforme em programador. Mas ele precisa aprender a identificar uma dor, entender se existe uma oportunidade por trás dela, avaliar soluções e saber como transformar esse conhecimento em algo aplicável e escalável”, afirma.
A necessidade de formação acompanha um momento de amadurecimento tecnológico do setor jurídico. Nesse cenário, a discussão já não se limita à adoção de novas ferramentas, mas passa pela preparação dos profissionais para liderar processos de inovação.
“Enquanto muitos têm medo de serem substituídos pela IA, eu insisto que o futuro da advocacia não está na substituição do profissional pela tecnologia, mas na capacidade dos próprios advogados de liderarem a inovação do setor”, ressalta a CEO da Aleve.