Projeto para ampliar teto de faturamento do MEI mobiliza setor empresarial em BH

Projeto para ampliar teto de faturamento do MEI mobiliza setor empresarial em BH

Seminário debate proposta que eleva o limite de receita anual para R$ 130 mil e possibilita a contratação de mais funcionários

Projeto para ampliar teto de faturamento do MEI mobiliza setor empresarial em BH
Proposta de ampliação do teto de faturamento do MEI para R$ 130 mil mobiliza setor empresarial (Foto: Pixabay)

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) participou do seminário Novo Enquadramento do Microempreendedor Individual (MEI) e Atualização do Simples Nacional. O encontro debateu propostas voltadas à ampliação de regras para micro e pequenos negócios no País. O evento foi realizado dia 23 de junho no auditório da Fecomércio-MG, e integra o projeto “Câmara pelo Brasil”, que busca a aprovação do Projeto de Lei Complementar 108/21. 

A proposta prevê o aumento do limite de faturamento anual do Mei, que passaria dos atuais R$ 81 mil para R$ 130 mil. O texto também propõe ampliar de um para até dois o número de empregados permitidos na categoria. 

 

 

Participaram do encontro o deputado federal Jorge Goetten, relator da comissão especial responsável pela análise do projeto, e o deputado federal Domingos Sávio, coordenador do evento.

Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, a atualização dos limites é uma demanda aguardada há anos pelos micro e pequenos empresários.

 

“Essa é uma demanda antiga do setor de comércio e serviços. A falta de reajustes nos limites do MEI e do Simples Nacional, ao longo dos anos, por conta da inflação, acabou distorcendo um regime criado para simplificar e o transformou em um entrave ao crescimento das empresas. Agora, a proposta corrige essa defasagem e cria condições para que os empreendedores possam expandir seus negócios e a crescer sem medo da burocracia”, destaca.

 

Segundo o dirigente, a mudança também pode oferecer mais segurança aos pequenos empresários, evitando a migração para regimes tributários mais complexos e onerosos.

 

“Além disso, a medida reduz a informalidade e estimula a geração de empregos”, conclui.