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- novembro 25, 2025
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Feira em BH busca redefinir o futuro da proteção veicular no Brasil
Fenaprove reúne especialistas, parlamentares e líderes do mercado para discutir o novo cenário regulatório e as tendências que moldam o segmento

Belo Horizonte se prepara para dois dias (26 e 27 de novembro) que prometem entrar para a história da proteção veicular no Brasil. No momento exato em que o setor atravessa sua maior mudança — a transição para o ambiente regulado — a Fenaprove retorna ao Expominas com a ambição de ser mais que uma feira: quer ser o divisor de águas que definirá o futuro de milhares de associações e cooperativas em todo o País.
A expectativa dos organizadores é receber mais de oito mil visitantes ao longo dos dois dias, entre profissionais do setor, consultores, gestores, fornecedores e interessados em iniciar sua própria associação.
O diretor da feira, Alexandre Almeida, afirma que a decisão de concentrar novamente o encontro em BH reflete a maturidade conquistada após as três edições de 2024 — Belo Horizonte, Florianópolis e Recife — que reuniram mais de dez mil visitantes.
O formato itinerante atendeu a uma demanda reprimida de profissionais que antes não conseguiam viajar às edições nacionais. Agora, o evento retorna ao modelo único para aprofundar o debate regulatório.
“Será a edição que prepara as associações para o novo cenário legal, com análise minuciosa do texto, orientação prática e projeções claras sobre o período pós-regulamentação”, afirma.
A feira ocupará o Expominas com um pavilhão setorizado e integrado, planejado para facilitar circulação e convivência. Logo na entrada, o público acessa o conjunto de estandes, onde mais de cinquenta marcas confirmadas apresentam tecnologias, ferramentas e serviços essenciais para o setor. À esquerda, o auditório de palestras se conecta diretamente ao fluxo principal, ao reforçar a proposta de integrar conteúdo e networking.
A programação inclui lounges, estúdios de podcast, espaços instagramáveis, simuladores de corrida, áreas gastronômicas e experiências distribuídas por todo o pavilhão.
O debate sobre a regulamentação infralegal será o eixo central da feira. Parlamentares, juristas e especialistas que participaram da elaboração do novo marco normativo conduzirão análises sobre impactos, exigências e implicações práticas para as associações.
Entre os nomes confirmados estão o deputado Vinicius de Carvalho, o deputado Reginaldo Lopes, o advogado Renato Assis, o jurista Alexandre Portes, o especialista Alexandre Almeida, o consultor Gustavo Gomes e o gestor Kleber Vítor. O objetivo é oferecer o conhecimento técnico necessário para interpretação da regulação e antecipação dos cenários de adaptação.
Além do foco regulatório, a Fenaprove dedicará parte da programação à inteligência artificial, ao destacar como a tecnologia pode transformar processos internos, reduzir custos e aprimorar decisões estratégicas das entidades.
O tema experiência do associado também ganhará espaço, com debates sobre fidelização, atendimento e construção de jornadas mais eficientes em um mercado cada vez mais competitivo.
A edição 2025 inaugura ainda o espaço “Fala Presidente”, criado para valorizar líderes que se destacaram pela gestão, pela cultura organizacional e pela evolução comercial.
A proposta é levar ao palco presidentes de associações que construíram trajetórias sólidas e apresentam resultados consistentes. Para Almeida, o novo formato abre espaço para ouvir quem vive o mercado na prática e amplia o repertório de quem busca crescimento e profissionalização.

Advogado comenta nova Lei Complementar
A discussão sobre o novo cenário regulatório ganha força com a recente sanção da Lei Complementar 213/2025. O advogado especializado em seguros Landulfo Ferreira Junior avalia que a norma inaugura um marco regulatório definitivo para o sistema de proteção patrimonial mutualista.
“A legislação estabelece regras claras para o funcionamento de associações e cooperativas de proteção veicular, define sua submissão à supervisão da Susep e aproxima o setor das práticas do mercado segurador tradicional”, analisa.
Entre as mudanças previstas pela LC 213/25 estão o cadastro obrigatório das organizações, a separação entre o patrimônio da entidade e o dos grupos de associados e a exigência de gestão financeira por empresas autorizadas pela autarquia.
Para Landulfo Ferreira Junior, essas medidas fortalecem governança, ampliam transparência e oferecem segurança jurídica para entidades e consumidores.
O novo marco surge em momento estratégico, justamente durante a Fenaprove, onde o tema domina as discussões. Especialistas avaliam que a legislação impulsiona a profissionalização do modelo mutualista e consolida o setor como alternativa regulada e sustentável dentro do ecossistema de proteção patrimonial no País.