Prontuário com inteligência artificial reduz burocracia médica

Prontuário com inteligência artificial reduz burocracia médica

Rede Mater Dei de Saúde é a primeira instituição do País a adotar assistente de IA da empresa Telepatia em larga escala. A ferramenta utilizada pelo corpo clínico nas unidades da Grande BH reduz tempo em tarefas administrativas

Médico utiliza sistema de prontuário eletrônico com inteligência artificial integrado ao atendimento clínico na Rede Mater Dei de Saúde
Rede Mater Dei de Saúde é a instituição pioneira no Brasil na adoção da solução em larga escala (Foto: Gerada por IA / Magnific)

 

Da Redação

Uma inteligência artificial integrada ao prontuário eletrônico está reduzindo o tempo gasto pelos médicos com registros clínicos e liberando quase duas horas por dia para o atendimento aos pacientes. O corpo clínico da Rede Mater Dei de Saúde utiliza a tecnologia, desenvolvida pela startup colombiana Telepatia, nas unidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o que torna a instituição pioneira no Brasil na adoção da solução em larga escala. 

O principal diferencial da Telepatia na Rede Mater Dei de Saúde é sua integração ao prontuário eletrônico. Antes mesmo do início da consulta, a inteligência artificial acessa e organiza o histórico clínico do paciente.

Durante o atendimento, atua como um copiloto do médico: acompanha a conversa em tempo real, estrutura as informações e elabora automaticamente a anamnese, a evolução clínica e os resumos da consulta para validação do profissional.

A tecnologia ajuda a enfrentar um dos principais desafios da assistência em saúde na América Latina, onde médicos dedicam entre 40% e 70% da jornada ao preenchimento de prontuários e outras tarefas administrativas. Com a automação desses processos, os profissionais da Rede Mater Dei recuperam, em média, 1,7 hora por dia, tempo que pode ser redirecionado para o cuidado direto aos pacientes, a tomada de decisão clínica e uma assistência mais humanizada.

 

“Muito além de agilizar os registros, a inteligência artificial atua para elevar o padrão de segurança clínica por meio de uma curadoria de dados rigorosa e baseada em evidências. Funcionando como um ‘segundo cérebro’ na sala, a Telepatia alerta os profissionais instantaneamente sobre possíveis interações medicamentosas, inconsistências, omissão de exames importantes ou alergias relatadas pelo paciente que poderiam passar despercebidas”, explica a Vice-Presidente de Inovação e Experiência do Paciente da Rede Mater Dei de Saúde, Lara Salvador Geo.

 

 

O médico mantém total autonomia para aceitar ou rejeitar as sugestões, garantindo que a decisão final seja sempre humana.

 

“Além disso, essa inovação se estende também à gestão sustentável do hospital: a ferramenta cruza os tratamentos propostos com a cobertura dos planos de saúde, sugerindo medicamentos equivalentes para mitigar riscos de recusas de pagamento por parte dos convênios, o que alinha a excelência clínica aos objetivos de eficiência institucional”, complementa o CFO da Telepatia e diretor geral da empresa no Brasil, Miguel de Arteaga.

 

A utilidade dessa tecnologia reflete na alta adesão pelo corpo clínico da rede, com os médicos utilizando ativamente por cerca de oito horas diárias.

 

“A integração da Telepatia ao prontuário não é apenas uma evolução tecnológica, mas uma ferramenta estratégica que transforma o dia a dia do nosso corpo clínico. Ao reduzir a carga administrativa, permitimos que nossos médicos foquem no que realmente importa: a qualidade da assistência e a conexão com o paciente”, explica a Executiva de Relacionamento Médico e Operações da Rede Mater Dei de Saúde, Carla Viviane Silva Rossi.

 

Ao resumir as mudanças trazidas pela Telepatia à rotina da instituição, a Dra. Lara reforça a visão estratégica de que a iniciativa atua não só como uma ferramenta para o médico que ajuda na segurança do paciente, mas também como uma ferramenta de gestão.

 

“Essa aplicação prática demonstra que, na Rede Mater Dei, a tecnologia atua silenciosamente nos bastidores para garantir que a relação entre o médico e o paciente seja sempre a principal protagonista”, completa.