Dia do Pão de Queijo: BH escolhe o melhor em concurso com alunos de gastronomia

Dia do Pão de Queijo: BH escolhe o melhor em concurso com alunos de gastronomia

 Final entre competidores no Mercado Central celebra a cultura e a versatilidade da receita mineira que todo o Brasil ama

Pão de queijo tem seu dia em agosto
Mais que um alimento, o pão de queijo é símbolo de hospitalidade e identidade mineira (Foto: Freepik)

 

Às vésperas do Dia do Pão de Queijo, celebrado em 17 de agosto, Belo Horizonte conhecerá os vencedores do 1º Concurso Melhor Pão de Queijo do Senac. A etapa final será realizada no próximo dia 14, no Mercado Central, após uma pré-seleção que ocorreu entre 4 e 7 de agosto, com análise de receitas e fotos enviadas pelos participantes.

A disputa é exclusiva para alunos dos cursos de Cozinheiro, Gastronomia e Pós-graduação em Gastronomia e Práticas Alimentares. Os três primeiros colocados de cada categoria receberão reconhecimento, e todas as receitas finalistas serão reunidas em um e-book que será disponibilizado no site do Senac.

O concurso está dividido em três categorias: Pão de Queijo Tradicional, com uso obrigatório de Queijo Minas Artesanal certificado; Pão de Queijo Recheado, com liberdade de técnicas e recheios; e Versões Inclusivas, adaptadas para atender restrições alimentares, sem perder as características sensoriais da iguaria.

A iniciativa integra um evento maior: o workshop Pão de Queijo na Prática – a mineiridade nas técnicas e modos de fazer, promovido pela Faculdade Senac em Minas até o dia 13 de agosto. As atividades, gratuitas, acontecem na cozinha didática da instituição, no bairro Barro Preto, e são conduzidas pelo chef e docente Renato Lobato. Voltado a apaixonados pela culinária mineira, estudantes e profissionais da área, o encontro oferece uma experiência prática e sensorial sobre o mais famoso quitute de Minas, incluindo técnicas, histórias e degustação ao final.

Tradição do pão de queijo que atravessa séculos

Presente nas mesas de todo o Brasil e até no exterior, o pão de queijo tem suas raízes em Minas Gerais. Sua origem é incerta, mas registros indicam que surgiu no século 19, durante o período da escravidão, quando cozinheiras substituíram a farinha de trigo — escassa ou de baixa qualidade — pelo polvilho, herança indígena obtida da mandioca. Misturado ao queijo produzido nas fazendas, o resultado era assado no fogão a lenha, dando início a uma tradição que atravessou gerações.

Outra versão aponta que a receita se popularizou apenas no século 20, quando o trigo começou a ser cultivado em maior escala no Brasil. Independentemente da narrativa, a combinação de queijo, polvilho, leite, ovos, sal e manteiga conquistou o País. Sem glúten, sem aditivos e naturalmente assado, o pão de queijo é versátil e pode ser consumido quente ou frio, no café da manhã, no lanche, em festas e até harmonizado com café, vinho, cerveja ou chá.

Mais que um alimento, ele é símbolo de hospitalidade e identidade mineira — e desperta nostalgia em brasileiros que vivem no exterior e encanta estrangeiros que o provam pela primeira vez.