- Atualidades
- agosto 14, 2026
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Nadim Donato leva defesa da concorrência leal a debate nacional
Fortalecimento do ambiente de negócios é tema do Seminário Pacto pela Ordem e Progresso realizado em Brasília

Da Redação
A defesa de um ambiente de negócios mais equilibrado, com concorrência leal, combate à ilegalidade e maior segurança para empresas e trabalhadores, esteve no centro do Seminário Pacto pela Ordem e Progresso, realizado na terça-feira (11), em Brasília. O presidente do Sistema Fecomércio MG, Sesc e Senac, Nadim Donato, foi o representante de Minas do setor do comércio no evento.
Promovido pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN), com apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Instituto Unidos Brasil (IUB), o encontro reuniu parlamentares, empresários e especialistas para discutir os impactos da concorrência desleal, da informalidade e da violência sobre a economia brasileira.
O presidente da CNC, José Roberto Tadros, e Nadim Donato participaram do painel sobre concorrência leal e defenderam regras mais equilibradas para as empresas que atuam formalmente no País. Segundo dados apresentados pela CNC, o comércio ilegal provoca perdas anuais de R$ 179,2 bilhões em vendas formais do varejo e de R$ 74,8 bilhões em arrecadação tributária.
Vídeo – veja mais sobre o impacto das bets no varejo:
Concorrência desleal amplia perdas para a economia, diz Nadim Donato
Para Donato, combater a ilegalidade exige uma ação coordenada entre competitividade, aperfeiçoamento tributário, fiscalização, inteligência e segurança jurídica. O dirigente também chamou atenção para os efeitos do mercado ilegal sobre a segurança pública, ao destacar que a atividade pode alimentar financeiramente organizações criminosas.
Outro ponto abordado foi a isonomia tributária nas operações de comércio eletrônico internacional. De acordo com estudo da CNC, a tributação das importações de pequeno valor contribuiu para redirecionar, em média, R$ 2,88 bilhões por mês ao varejo nacional, com impacto positivo sobre diferentes segmentos e a preservação estimada de 98,9 mil empregos formais.
O seminário também discutiu os efeitos da violência sobre a atividade produtiva. Custos maiores com logística, transporte de cargas, operação das empresas e investimentos mostram que segurança pública e ambiente de negócios estão cada vez mais conectados.
A programação marcou o início de uma série de debates da Frente Parlamentar voltados ao aperfeiçoamento das condições para empreender, investir e gerar empregos no Brasil.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no Estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade.