• abril 30, 2024
  • 6 minutos

Cão Hope leva alegria a pacientes em tratamento de quimioterapia

Cão Hope leva alegria a pacientes em tratamento de quimioterapia

Pacientes da ala de quimioterapia do Hospital Governador Israel Pinheiro, unidade do Ipsemg, recebem visita especial de um cão co-terapeuta; Hope é da raça golden retriever e pertence à Associação Cetep Equoterapia

 

Cão terapeuta Hope Ipsemg
Pacientes do hospital Israel Pinheiro recebem a visita do cão Hope da Associação Cetep Equoterapia (Foto: Divulgação/Ipsemg)

 

 

O cachorro é o melhor amigo do homem e não resta dúvida disso. São tantos benefícios que os cães trazem na convivência com o ser humano que até a ciência tem comprovado e enumerado essas vantagens. Um exemplo disso, são os animais utilizados em auxílio nas terapias de tratamentos de algumas doenças, como a quimioterapia.

 

 

Leia mais

Comércio de BH poderá funcionar no feriado

 

 

E nesta terça-feira (29), foi a vez dos pacientes da ala de Quimioterapia do Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), unidade própria do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), receberam a visita especial de um cão co-terapeuta, o Hope da raça golden retriever da Associação Cetep Equoterapia.

 

O amigo de quatro patas que carrega o nome Esperança, em inglês, faz parte da Terapia Assistida por Animais (TAAs), atividade voltada para aumentar o bem-estar do paciente no contato com os bichos. O animal percorreu o setor em que os pacientes recebem o tratamento de câncer e, assim que chegou, atraiu sorrisos e aconchegos de todos.

 

A visita durou cerca de três horas e, durante este período, o ambiente foi tomado ficou mais leve.

 

“Isso deveria acontecer mais vezes, ajuda a gente a distrair um pouco, é um carinho a mais. Muitas das vezes, o afeto que um cachorro pode nos dar é o que falta no contato com o ser humano”, relata, emocionado, Wanderson Amaral, um dos 14 pacientes assistidos por Hope.

 

A TAA é uma prática que vem sendo utilizada para amenizar as dores de algumas doenças, dentre elas o processo de tratamento do câncer, sempre em busca do processo de melhora ou cura.

 

“Há diversos artigos publicados que mostram os benefícios da interação entre pacientes e animais. O contato produz uma redução de estresse, melhora no quadro imunológico, no humor e no engajamento com o tratamento”, afirma a psicóloga da ala de Quimioterapia do HGIP, Ana Carolina Caldas.

 

Ela relata que essa foi a primeira vez em que os pacientes da quimioterapia no HGIP recebem a visita terapêutica de um cachorro. Devido à ótima repercussão e recepção pelos pacientes, a ideia é repetir a iniciativa e, se possível, promover essas visitas mensalmente.

 

Além dos pacientes, os profissionais presentes também interagiram com o cão. O animal foi acompanhado por sua tutora, Ana Paula Fagundes, que fundou o projeto Cetep Equoterapia em 2019.

 

Ana Paula ressaltou que o objetivo da sessão é levar bem-estar não apenas para os pacientes, mas também para o cachorro. “Para isso, é fundamental que os profissionais envolvidos tenham treinamento e capacidade de ler a linguagem corporal dos pacientes e cães (co-terapeutas) para dar suporte a ambos nos momentos necessários”.

 

Atendimento no hospital Israel Pinheiro

 

A ala da Quimioterapia do HGIP atende cerca de 1.500 pacientes todo mês, para tratamento de cânceres de mama, colo retal, próstata, pulmão, dentre outros.

 

Além do combate aos tumores, uma equipe multiprofissional composta por médicos, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas ampara os beneficiários durante o procedimento.

 

 

O que é quimioterapia?

 

Quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor ou se multiplicam desordenadamente. Esses medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.

 

Como é administrada a quimioterapia?

O tratamento pode ser feito das seguintes maneiras:

 

  • Via oral (pela boca): o paciente ingere pela boca o medicamento na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos. Pode ser feito em casa;
  • Intravenosa (pela veia): a medicação é aplicada diretamente na veia ou por meio de cateter (um tubo fino colocado na veia), dentro do soro;
  • Intramuscular (pelo músculo): a medicação é aplicada por meio de injeções no músculo;
  • Subcutânea (pela pele): a medicação é aplicada por injeções, por baixo da pele;
  • Intracraneal (pela espinha dorsal): menos frequente, podendo ser aplicada no líquor (líquido da espinha), pelo próprio médico ou no centro cirúrgico;
  • Tópico (sobre a pele ou mucosa): o medicamento (líquido ou pomada) é aplicado na região afetada.

 

 

 

Quer conhecer mais sobre o trabalho do Cetep?

Instagram: https://www.instagram.com/cetepequoterapia/?hl=pt

 

 

 

Leia mais:

Vinho mineiro terá redução de imposto