• maio 2, 2024
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O cigarro e os impactos na saúde; saiba mais

O cigarro e os impactos na saúde; saiba mais

A data 31 de maio é comemorada o Dia Mundial sem Tabaco; 9% da população adulta brasileira tem o hábito de fumar 

 

foto cigarro
Cigarro: cerca de 9% da população adulta no Brasil tem o hábito de fumar. Dia Mundial sem Tabaco alerta para os riscos (Foto: Freepik)

 

 

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a proibição de fabricar, importar, comercializar e até mesmo fazer propaganda de todos os dispositivos eletrônicos para fumar. Esse é mais um avanço em direção ao combate ao cigarro no Brasil, que atualmente possui 9% da sua população adulta fumante, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

 

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E para reforçar as consequências lesivas dessa prática, a data 31 de maio foi instituída como o “Dia Mundial sem Tabaco”. Anualmente, diversas doenças estão relacionadas ao hábito de fumar, incluindo vários tipos de câncer, como é o caso do de pulmão, fígado, estômago, pâncreas, rins, ureter, cólon e reto, bexiga, ovários, colo do útero, cavidade nasal e seios paranasais, cavidade oral, faringe, laringe, esôfago e leucemia mieloide aguda, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

 

Entre os mais jovens e até mesmo para os adultos, o cigarro eletrônico tem sido sensação, pois muitos acreditam ser menos danosos à saúde. Diferente da versão convencional, os sabores e aromas agradáveis acabam mascarando e tornando os riscos invisíveis.

 

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Inca, o cigarro eletrônico aumenta mais de três vezes o risco de experimentação do cigarro convencional e mais de quatro vezes o risco de uso do cigarro. Além disso, o levantamento reforça ainda que os dispositivos eletrônicos elevam as chances de iniciar o uso do cigarro tradicional para aqueles que nunca fumaram.

 

 

“O cigarro eletrônico produz e libera um vapor com inúmeras substâncias que também podem ser prejudiciais à saúde, incluindo cancerígenos. Entre essas destacam-se: nicotina, propilenoglicol, glicerol, material particulado fino, metais pesados e centenas de outras substâncias. Além disso, podem ser misturados diversos aromatizantes que são muito atrativos para crianças iniciarem o uso dos Vapes. Os eletrônicos de 4ª geração contêm sais de nicotina e liberam alta concentração de nicotina para os seus usuários “, alerta o médico Dr. Luiz Fernando Pereira, pneumologista do Cancer Center Oncoclínicas Belo Horizonte.

 

 

O cigarro e o câncer do pulmão

 

Dados do Vigitel Brasil 2023, do Ministério da Saúde, apresenta uma estimativa referente à frequência de pessoas que fumam, independentemente da frequência e intensidade. No conjunto das 27 cidades pesquisadas, a constância de adultos fumantes foi de 9,3%, sendo maior no sexo masculino (11,7%) do que no feminino (7,2%). Belo Horizonte apresentou um percentual de 9,6% dos adultos com o hábito.

 

No total da população, a regularidade de fumantes tendeu a ser menor entre os adultos de 18 a 24 anos (6,7%). A periodicidade do hábito de fumar diminuiu com o aumento da escolaridade e foi particularmente alta entre homens com até oito anos de estudo (14,6%).

 

O tabagismo continua sendo o maior responsável pelo câncer de pulmão no Brasil e no mundo. Aliás, não apenas desse tipo de tumor: segundo o Inca, 161.853 mil mortes poderiam ser evitadas anualmente se o tabaco fosse deixado de lado, sendo que cerca de ⅓ destes óbitos são decorrentes de algum tipo de câncer relacionado ao hábito de fumar.

 

Ainda de acordo com o Instituto, é estimado para Minas Gerais durante o triênio 2023-2025 cerca de 3.120 casos de câncer de traqueia, brônquios e pulmão.

 

O pneumologista fala sobre os sintomas que devem despertar a atenção das pessoas.

 

“Os sinais de alerta são tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença, o que contribui amplamente para o sucesso do tratamento”, ressalta o especialista.

 

 

Confira os benefícios para quem deixa de fumar:

 

  • Dentro de 20 minutos, o ritmo cardíaco e a pressão arterial baixam;
  • Em 12 horas, o nível de monóxido de carbono no sangue cai para o normal;
  • De duas a 12 semanas, a circulação sanguínea melhora e a função pulmonar aumenta;
  • Entre um a nove meses, a tosse e a falta de ar diminuem;
  • Em um ano, o risco de desenvolver uma doença coronariana cai pela metade (em relação a um fumante);
  • Em cinco anos, o risco de ter um acidente vascular cerebral é reduzido ao de um não fumante – cinco a 15 anos após parar de fumar;
  • Em 10 anos, o risco de câncer de pulmão cai para cerca de metade em relação a um fumante e o risco de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, colo do útero e pâncreas também diminui;
  • Em 15 anos, o risco de doença cardíaca coronária é o mesmo de um não fumante.

 

 

 

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